A sinestesia na poesia

Em um mini conto da Yvette Centeno. Um pouco a propósito do post anterior, Alfabeto colorido.

Um conto que me evoca aqueles momentos em que sinto estar perto de compreender quem vive num mundo muito próprio, num espectro especial. Este mini-mini conto bem poderia ser em tons de azul.

Era um menino especial: olhava, mas não falava.
Em cada palavra vista descobria algum sentido. Sentidos que tinham cor e ele não dizia a ninguém. Olhava, mas não falava.

Na cor que ninguém sabia estava todo o seu dizer.

REFERÊNCIA:
Blog Escrita Criativa | Mini-mini contos: O Menino.
de Yvette K. Centeno
Post às 4:22  do dia 6 de setembro de 2018.
edição: Glaciar, novembro de 2019
isbn: 9789898950260

O dia de hoje, que afinal foi ontem.

Escrito há algum tempo atrás pela Yvette K. Centeno, como expectável. Genial.

Fim de ano

Saio

a ver o mundo

um mundo

que se tornou pequeno

vou ali até à esquina

e já venho!

 Yvette K. Centeno, Poemas com endereço (2010-2028)

REFERÊNCIA:

Entre Silêncios |Poesia 1961-2018
de Yvette K. Centeno
edição: Glaciar, novembro de 2019
isbn: 9789898950260

Definições

Poema que deu origem ao nome desde site. Da genial Yvette Centeno.

A vida

Diria melhor o tempo?
Mas não
não era o tempo
era a vida
um somatório de tempos
e de espaços
 
a vida estava agora
de tal modo concentrada
que pouco lhe sobrava
ou mesmo nada

Referência:

Entre Silêncios |Poesia 1961-2018
de Yvette K. Centeno
edição: Glaciar, novembro de 2019
isbn: 9789898950260


Poema online: https://viciodapoesia.com/2010/12/16/quem-nao-recorda-nao-vive-tavira-e-3-poemas-de-yvette-k-centeno/#comments.